Por décadas os ambientalistas sempre mostraram que poluir e destruir o meio ambiente gera a morte gradual em todo o planeta e a Terra é a única casa dos humanos. Todos vivem aqui, debaixo do mesmo sol e da mesma lua, independente da classe social ou etnia. “Estão todos no mesmo barco”.
A ignorância e ganância de poucos que só se preocupam em ganhar dinheiro, poder e status, coloca em risco a vida de todos, inclusive eles e suas famílias. Dessa vida não levarão nada a não ser o valor moral, o resto...Fica, não tem valor. Mesmo assim ignoram os alertas ambientais e os sinais do próprio Planeta de que num futuro não muito distante, com o descaso e destruição, “vai dar ruim”. O pior é que quem vai sofrer as consequências são as próximas gerações, nossos netos e bisnetos; assim como a nossa geração sofre, hoje, com resultados causados pelos antepassados.
Notem que durante os noticiários, após qualquer temporal, a reportagem afirma que em tal região choveu em pouco mais de uma hora o que seria esperado para um mês inteiro, e, estes dados vão aumentando sucessivamente cada temporal? Já notaram que a chuva está mais forte e acompanhada por mais raios? Percebam que pouco acontecem as “invernadas” - chuva fina que caía durante vários dias. O clima mudou e a consciência humana mudou muito pouco.
Vamos partir da situação macro para o foco local, mais próximos de nós. É fato que a cada temporal a violência das águas arrastando tudo, destrói carros, móveis, imóveis, e, o pior de tudo: mata as pessoas. A cada ano mais pessoas morrem vítimas do clima. A culpa da tragédia parte do plano maior da ganância e chega no plano menor da ignorância: As pessoas continuam jogando lixo nos rios, lagos e mares; nas ruas e nos terrenos baldios, entopem as “bocas de lobo” e bueiros.
Os governos urbanos trabalham enxugando gelo, limpam as cidades, mas as ruas continuam sujas. A culpa de tanta dor e sofrimento que vemos também é de quem suja. Seja um papel de bala na calçada ou entulho num lote baldio. Chore, sim, quando souber pessoas como você perdendo tudo e, inclusive, a vida dos familiares. As vezes o sofrimento ainda não lhe atingiu com perdas importantes e até insubstituíveis como a morte, mas provavelmente o leitor já teve o veículo inundado no meio da rua durante o temporal.
Alguns “espertos” - achando que vão se livrar do problema sem serem afetados - jogam o lixo na outra rua distante ou em outro bairro. Acontece que os “espertos” das outras ruas e bairros jogam o lixo próximo de onde mora o primeiro “astuto”. No fim das contas a cidade toda sofre os efeitos destrutivos da insensatez. O meio ambiente sofre, a natureza sofre e as consequências chegam cada vez mais graves. O melhor ditado para descrever a situação da Terra e suas cidades vem, também, da natureza: “Quem planta vai colher o que plantou”. Quem planta lixo vai colher destruição. O recado continua valendo.
JCB
