Praticamente todos os anos nesta época os brasileiros choram
seus mortos em alguma cidade do país. São milhões de vítimas do descaso dos
governos que se revezam, mas ignoram as denúncias de sempre, os riscos de
sempre, os problemas de sempre, que causam sempre o mesmo resultado: mortes.
O “verão” brasileiro há muito tempo deixou de ser alegre com
sol e calor do tipo propaganda de cerveja. O clima as vezes abafado está
alternando com muitas frentes frias que não ocorriam com o mesmo rigor em
outras épocas, hoje, tem dias de verão que as pessoas utilizam roupas de
inverno. No inverno está ficando tão quente que pessoas morrem pelo calor e pouca
umidade do ar. Será que alguns percebem a alteração climática?
Será que as pessoas e os governantes ainda não perceberam
que as “chuvas de Verão” viraram tempestades cada vez mais violentas? Não entenderam
que a chuva está condensada, caindo vários milímetros em poucos minutos ou
horas? “Hoje choveu (em algum lugar) em uma hora o que era esperado para uma
semana”, dizem os apresentadores do Clima dos noticiários. Apesar das
catástrofes quase anuais, os municípios não se preparam para isso, todo ano é a
mesma coisa. São os mesmos problemas causando os mesmos resultados: mortes.
Sabemos que as consequências causam dor e sofrimento, mas
ninguém assume, ignoram as causas que geram as tempestades destruidoras e a
mudança climática. Não querem admitir a responsabilidade com a destruição do
meio ambiente. Aquela bolinha de papel jogada na rua, o desmatamento desenfreado,
queimadas propositais, a poluição dos rios e mar, entre outros fatores, são os
maiores responsáveis por estas tragédias, somado a isso à inoperância dos
gestores públicos. A sociedade também é responsável e é parte da mesma sociedade
que perde a vida.
O descaso com o meio ambiente está mudando o planeta, está
modificando o clima e o resultado é o que se vê nos noticiários. Que as pessoas
pensem nisso quando jogarem a bolinha de papel na rua ou abandonarem o sofá em
algum terreno baldio. Para conter a ira climática é preciso respeitar o meio
ambiente.
João Carlos
Barreto.
Jornalista